Quando a menopausa deixou de ser um silêncio e se tornou um propósito

Às vezes perguntam-me porque comecei o The Feminine Journey.


E a verdade é que este projeto nasceu numa das fases mais desafiantes da minha vida.

Durante mais de 20 anos trabalhei diariamente com mulheres na área da estética e beleza. Ouvi histórias, acompanhei inseguranças, vi mulheres incríveis perderem-se de si próprias enquanto tentavam cuidar de tudo e de todos. E, sem perceber, fui aprendendo muito sobre o feminino, sobre força silenciosa e sobre aquilo que tantas mulheres carregam sem dizer em voz alta.

Mas nunca imaginei que um dia seria eu a precisar dessa mesma compreensão.

Há alguns anos comecei a sentir mudanças no meu corpo, nas minhas emoções, na minha energia… e, honestamente, não percebia o que se estava a passar comigo. Vieram as insónias, a ansiedade, o cansaço extremo, as alterações hormonais, a irritação, a confusão emocional… sintomas que me fizeram sentir distante de mim própria.

E o mais difícil não foram apenas os sintomas.

Foi o silêncio.

Foi sentir que ninguém falava verdadeiramente sobre isto.
Foi sentir-me sozinha numa fase que tantas mulheres vivem diariamente.

Durante muito tempo pensei:
“Será só comigo?”
“Porque é que ninguém me preparou para isto?”
“Como é possível existir tão pouca informação e tanto tabu à volta da menopausa?”

E foi exatamente aí que algo dentro de mim começou a mudar.

Percebi que aquilo que eu mais precisava naquele momento não era perfeição. Era apoio. Era sentir-me compreendida. Era poder conversar com outras mulheres sem vergonha, sem julgamentos e sem sentir que estava “a exagerar”.

Foi nesse lugar muito humano, muito real e muito vulnerável que nasceu o The Feminine Journey.

Não como um projeto perfeito.
Mas como um espaço seguro, positivo e inspirador para mulheres que querem compreender melhor o seu corpo, recuperar o seu bem-estar e voltar a sentir-se elas próprias.

Porque acredito verdadeiramente que a pré-menopausa e a menopausa não têm de ser vividas apenas como uma fase de sofrimento, silêncio ou perda.
Podem também ser um convite à transformação, ao autocuidado e a uma nova forma de viver o feminino com mais consciência, equilíbrio e leveza.

Sim, é importante falarmos sobre os sintomas.
Mas, acima de tudo, quero falar sobre soluções reais.

Sobre pequenas mudanças que podem fazer uma enorme diferença no dia a dia.

Quero partilhar dicas simples e acessíveis que ajudem as mulheres a sentirem-se melhor física e emocionalmente:

  • hábitos de bem-estar

  • alimentação

  • suplementação

  • movimento e exercício

  • autocuidado

  • equilíbrio hormonal

  • saúde emocional

  • autoestima

  • descanso

  • energia

  • feminilidade

Sem extremismos.
Sem pressões.
Sem complicações.

Acredito muito mais em mudanças consistentes e realistas do que em fórmulas impossíveis.

Também quero aproximar mulheres de profissionais e especialistas que realmente possam ajudar nesta fase, médicos, terapeutas e pessoas com quem trabalho e em quem confio, para que cada mulher se sinta mais orientada, informada e acompanhada ao longo da sua jornada.

O meu objetivo não é criar um espaço de “lamúrias”.
É criar um espaço de conexão, crescimento e empowerment feminino.

Um lugar onde possamos falar com verdade, mas também com esperança.
Onde exista leveza no meio da mudança.
Onde uma mulher possa sentir:
“afinal eu não estou sozinha… e talvez esta fase possa ser vivida de outra forma.”

Porque acredito profundamente que quando uma mulher compreende o que está a acontecer no seu corpo e aprende a cuidar de si com mais intenção, tudo começa a mudar.

Ela volta a sentir-se mais forte.
Mais conectada.
Mais segura.
Mais feminina.
Mais dona de si própria.

E talvez seja exatamente isso que esta fase da vida nos pede:
não que deixemos de ser mulheres…
mas que nos reencontremos connosco de uma forma ainda mais verdadeira.

De Mulher para Mulher
Com amor,
Simplesmente Eu, Sandra